domingo, 6 de outubro de 2013

Taxa de mortalidade das árvores anciãs está a aumentar


As árvores com 100-300 anos de idade estão a morrer mais depressa num fenómeno global, em todas as latitudes e diferentes tipos de ecossistemas.

Estão a ser verificados aumentos alarmantes, por todo o Mundo, na taxa de mortalidade nas árvores com 100-300 anos de idade. São os maiores organismos vivos, as grandes e velhas árvores, responsáveis por albergar inúmeras aves e muita outra vida silvestre, que estão a morrer. 

O alerta foi publicado na Science e verifica o incremento na taxa de mortalidade das árvores anciãs em muitas das florestas do planeta, savanas, áreas agrícolas ou mesmo cidades. É um problema global e está a ocorrer em todo o tipo de ecossistemas.

As árvores anciãs são elementos fundamentais de muitos ambientes naturais e humanizados, mas as suas populações estão a morrer mais rapidamente. Os investigadores alertam para a necessidade de investigação para apurar as causas por trás deste fenómeno, para adopção de estratégias de gestão, alteração de políticas, perante o risco destas árvores desaparecerem dos ecossistemas levando à perda dos biota associados e à perda das suas funções nos ecossistemas.

Os dados analisados remontam até aos anos de 1860. O estudo permitiu concluir, por exemplo, que as árvores anciãs nas florestas da Austrália, estão a morrer em massa e a uma taxa dez vezes superior a uma taxa normal. Aparentemente, nestas florestas, tal está a acontecer devido ao uma maior vulnerabilidade perante os incêndios em consequência da seca, elevadas temperaturas, à exploração florestal entre outras causas. Mas esta tendência repete-se por muitas outras zonas do planeta e em todas as latitudes.

Fonte: Nuno Leitão/ScienceDaily
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