domingo, 8 de setembro de 2013

Rede elétrica baseada nas Energias Renováveis pode ser fiável e económica em 2030


As energias renováveis podem alimentar uma rede elétrica de grandes dimensões nos EUA de forma fiável e económica, em 2030, conclui um estudo publicado no mês passado online na revista Journal of Power Sources.

O trabalho foi levado a cabo por investigadores da University of Delaware e do Delaware Technical Community College que observaram que a fiabilidade do sistema energético baseado nas energias limpas roderia resultar da expansão da área geográfica usada na geração de eletricidade, do recurso a uma combinação de vários tipos de energias renováveis, do uso de sistemas de armazenamento de energia e, de forma reduzida, da utilização de combustíveis fósseis como último recurso.

Isto foi demonstrado recorrendo a um modelo computacional que analisou 28 mil milhões de combinações de fontes de energia renováveis e mecanismos de armazenamento energético que foram testados por períodos de 4 anos, e de acordo com registos meteorológicos horários e de procura de eletricidade.

“Por exemplo, usando hidrogénio para o armazenamento, podemos pôr em funcionamento um sistema elétrico que, atualmente, responderia a necessidades na ordem dos 72 GW 99,9 % do tempo usando 17 GW de energia solar, 68 GW de energia eólica offshore e 115 GW de energia eólica terrestre”, afirma Cory Budischak, do Departamento de Gestão Energética do Delaware Technical Community College, coautor do novo artigo.

O excesso de capacidade instalada do conjunto das várias tecnologias renováveis em relação à procura global é uma consequência do facto da sua produção ser inconstante, ou seja, de nem sempre gerarem o máximo de energia. No entanto, nos casos em que a produção de energia exceda a procura, os autores preveem o seu armazenamento, a sua utilização como substituto do gás natural para aquecimento dos edifícios, sendo o restante, residual, desperdiçado.

Willett Kempton, do College of Earth, Ocean and Environment da University of Delaware, explica a importância destes resultados ao afirmar que “vão contra a sabedoria convencional de que as energias renováveis não são fiáveis e são caras”.

Com efeito, os autores concluem “Apontar para 90% ou mais de energia renovável em 2030, de forma a atingir os objetivos de redução de 80 % ou 90 % do dióxido de carbono resultante da atividade do setor energético necessários no âmbito do combate às Alterações Climáticas,
conduz a poupanças económicas”

Fontes: Filipa Alves / www.udel.edu e www.gizmag.com
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